Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 13/05/2020

A ascensão do sistema capitalista e sua implementação no Brasil contribuiu diretamente para o aumento da desigualdade social, visto que segregou pessoas privilegiadas das mais abastadas através da “camarotização” dos espaços frequentados.

Dessa forma, ficou notório o abismo que separa essas classes. Segundo a antropóloga Rosana Pinheiro Machado “o Brasil sempre foi avesso e segregado. Apesar de ter a ideologia da mistura, na verdade sempre foi o pior dos apartheids.”, essa comparação permite notar que o acesso das camadas mais pobres da população ao que antes era exclusivo aos ricos também potencializa a segregação, por exemplo quando pessoas de classes populares conseguem acesso à educação para adentrar em universidades através do programa de cotas faz com que os privilegiados se sentem ameaçados dando espaço à práticas de racismo e descriminação.

Entretanto, um regime democrático como no Brasil exige que os cidadãos compartilhem uma vida comum em ambientes que haja interação entre diversas classes sociais, sendo que ambos possuem os mesmos direitos e deveres perante à lei. Assim, há diversos espaços e serviços públicos que existem para cumprir esses contatos sociais feitos para todos e não somente aos que não conseguem pagar por um serviço privado, por exemplo como ocorre com o Sistema Único de Saúde(SUS) existe para benefícios de todos, porém a maioria dos ricos prefere pagar por um serviço privado desvalorizando as assistências governamentais.

Portanto, para que haja uma boa qualidade de vida e melhor convívio social, é necessário que o Governo Federal não só publique campanhas que incentivem a mobilidade social e desencoraje a camarotização em eventos socioculturais, mas também invista em serviços públicos a fim de melhorar a qualidade e conforto daqueles que são essenciais, como transporte e saúde, até que pessoas de todas as classes sociais utilizem o mesmo com satisfação.