Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

Na obra ``Utopia´´, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a segregação das classes sociais no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ineficácia de políticas publicas, quanto da desigualdade social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.                                                                                                                                                        Primeiramente, é importante pontuar que a separação de classes sociais deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos de coíbam tais recorrências. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta atuação de órgãos competentes, as políticas públicas são efetivadas de maneira imprópria, o que contribui para a privação de indivíduos com baixo status sociais frequentarem espaços de lazer e de obtenção de conhecimento.                                            Além disso, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotor do problema. De acordo com o Índice de Gini - ferramenta responsável por calcular o nível de desigualdade de um país - o Brasil ocupa a nonagésima nona posição, evidenciando assim, o qual desigual é o pais. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a má distribuição de renda contribui para a perpetuação desse quadro deletério.                                                                                                                                                          Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Desse modo, com o intuito de mitigar a camarotização das classes sociais, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União - responsável por exercer a fiscalização contábil - direcione capital que, por intermédio do Ministério da Economia, será revertido em espaços multiculturais de interação humana. Com isso, atenuar-se á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da estamentação das classes sociais, e a coletividade alcançará a Utopia de More.