Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 10/05/2020

No Antigo Egito, era possível encontrar uma enorme discrepância entre classes. Visto que os escravos e servos se encontravam em último lugar na pirâmide social egípcia. Na contemporaneidade brasileira, a separação das classes divergentes corrobora para problemas que devem ser analisados, tanto como a marginalização da coletividade carente, quanto o difícil acesso que essas pessoas tem a lugares dominados pela elite.

É elementar que se leve em consideração a hostilidade que a alta sociedade tem em relação as pessoas consideradas inferiores por não possuírem a mesma propriedade de capital. Nesse sentido, vale relembrar que no Brasil, o problema existe desde a época da colonização e da escravidão. De maneira que, em 1926, foi inaugurada a Avenida Central, semeada no Rio de Janeiro, onde apenas pessoas com traje a rigor poderiam frequentar tal área. Enquanto somente a elite tinha o direito de passear pelo local, pessoas de baixa renda eram expulsos da proximidade e contados como marginais. Observa-se que essa vertente ainda é um grande problema.

Concomitantemente a isso, a classe baixa tem uma enorme dificuldade de acesso a espaços frequentados pela comunidade nata. Uma vez que a Semana da Arte Moderna foi um marco para a história da arte brasileira, constata-se que foi um evento de natureza elitista, já que apenas a sociedade majestosa poderia frequentá-lo devido ao alto custo dos ingressos. Do mesmo modo, acontece hodiernamente. Isto posto, nota-se que, ao passo que o tempo evolui, as marcas da segregação das classes sociais continuam forte em nosso país.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, urge que o Ministério da Cidadania juntamente com o MEC, forneça melhores estruturas de vida e estudo para a classe desvalorizada por intermédio de projetos sociais que vão ajudar essa massa de pessoas a ter acesso a melhores edificações públicas, ou seja, bons espaços para que eles possam frequentar sem serem excluídos e vistos de maneira negativa. Além disso, é mister que eles tenham uma boa educação, a fim de que ascendam na sociedade. Consequentemente, mitigando a pirâmide social encontrada no Brasil.