Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

O termo segregação pode ser compreendido como a separação de pessoas por causa da raça, cor ou classe social. No século XIX, a família real portuguesa veio para o Brasil e a população mais pobre foi mandada para zonas mais afastadas da metrópole, para que a corte não fosse vista com maus olhares. Atualmente, o nome dado popularmente para essas zonas é periferia e ela sofre com a camarotização de eventos e preços abusivos.

É lícito referenciar o humorista Millor Fernandes que diz “na poça da rua, o vira-lata lambe a lua”. Esse pensamento se encaixa perfeitamente na realidade de muitos brasileiros que sonham um dia poder frequentar clássicos eventos caros. Infelizmente, essa ideia já se difundiu em todo o território brasileiro e podemos encontrar muitas periferias nas grandes metrópoles.

Por conseguinte, é notória a tentativa de ocultação feita por grandes empresários sobre das pessoas que moram nas zonas periféricas. Em 2014 foi realizado um evento milionário futebolista no Brasil, a Copa do Mundo. Muitos jogos foram feitos no Maracanã ao lado de Paraisópolis. Foi nítido a atitude de vários empresários para impedir olhares sobre a comunidade. Para isso, foi construída uma rodovia que fosse direto para o estádio sem passar pela comunidade, sendo que, antes o único meio de chegar até o estádio era passando pela periferia.

Portanto, medidas são necessárias para acabar com a segregação social brasileira. Cabe ao Ministério da Cultura e ao Ministério da Cidadania, promover à população eventos em que todos tenham acesso e não apenas uma minoria e também é necessário mostrar a verdadeira situação brasileira sem oculta-la, consequentemente, fortalecendo a pátria. Somente assim, a segregação social deixará de ser um marco na sociedade.