Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
Segundo Albert Einstein, as dificuldades sociais de Classe não se justificam e, em última análise, são baseadas na violência. Fato esse, que ratifica a necessidade de comunicação entre os nichos da sociedade, para, desse modo, amenizar os conflitos e desigualdades na população. Posto que, o passado histórico brasileiro contribui grandemente para o hodierno cenário segregacional na nação e os entraves que as classes mais humildes encontram para a sua sobrevivência.
Em primeira análise, é importante relembrar que a escravidão no Brasil durou séculos e, apesar de 1888 ocorrer a abolição da escravatura, não foram adotadas políticas públicas- como uma Reforma Agrária- que diminuiriam o inchaço do espaço urbano devido a inserção dessas pessoas na sociedade. Dessa maneira, as desigualdades surgiram naturalmente. A exemplo das Favelas, que são aglomerações sociais que se encontram geograficamente separados no meio urbano, sendo, o reflexo do problema histórico-social e ,posteriormente, econômico nas grandes cidades. Destarte, consoante as adversidades supracitadas, aparecem o saneamento básico precário, problemas habitacionais (casas precárias, áreas de risco de deslizamento de terra), entre outros. Demonstrando, dessarte, a violação do contrato social de John Locke, visto que, a garantia de direitos imprescindíveis- como o direito a condições de vida digna - a todos os cidadãos, não está sendo cumprido pelo Estado.
Infere-se, portanto, que a reestruturação do espaço como um todo é essencial para assegurar maior infraestrutura social. Assim, cabe ao INCRA(Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), facilitar a implementação das Reformas Agrárias no país. Isso, por meio, da criação de normas eficazes que definam no que consiste uma terra improdutiva, já que desde a constituição de 1988, esse conceito não ficou bem delimitado e essa “brecha” vem causando conflitos entre o MST e os proprietários das terras, atrasando, desse modo, as reformas necessárias. Outrossim, a promoção dessas mudanças no sistema fundiário, promoveria melhor distribuição e organização de terras entre os atores sociais e , por conseguinte, aumento dos avanços econômicos e maior igualdade social no Brasil.