Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 08/05/2020
A Revolução Industrial transformou, significativamente, a organização social vigente da época, sendo notória a grande divisão das classes. No panorama atual, ainda há uma extrema segregação das classes sociais evidenciado no Brasil. Dessa forma, o aumento da desigualdade social e o descaso da população perante esse tema dificultam a resolução da problemática.
Em primeira análise, o livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, aborda a crescente desigualdade social vivida pela população brasileira, uma vez que analisa a diferença do modo de viver - casa, rotina, trabalho, lazer- entre os ricos e pobres. Destarte, essa desigualdade acentua a segregação das classes, gerando um forte sentimento de inferioridade por parte das classes mais baixas.
Em última análise, o descaso humano perante o tema corrobora para a continuidade dessa injustiça, como observa-se na frase dita pelo ativista político Martin Luther King: " O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". Desse modo, o descaso torna a classe menos favorecida cada vez mais negligenciada, impossibilitando a ascensão dela.
Portanto, pode-se inferir que a segregação das classes sociais no Brasil é um tema relevante e que carece de soluções. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, em parceria com os Governos Estaduais, usufruírem dos recursos para a melhoria do quadro populacional, com o aprimoramento das políticas públicas básicas. Assim, o Brasil terá chance de combater essa crescente segregação social.