Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 08/05/2020

Igualdade social

O processo de gentrificação é cada vez mais comum na sociedade brasileira. Desse modo, com a rápida industrialização, os espaços antes desvalorizados tornam-se centros comerciais com um alta especulação imobiliária forçando a saída da classe mais desfavorecida. Nesse contexto, é notória  a segregação das classes sociais no Brasil que decorre principalmente da falta de programas de proteção governamental e a cultura do distanciamento correlacionado ao poder aquisitivo.

Em primeira análise, é indubitável que as periferias tornaram-se um sinônimo de uma comunidade pobre. Isso acontece pois com o alto custo de vida gerado pelo capitalismo industrial e incentivado pelo governo  as pessoas se veem obrigadas a mudar para locais mais distantes, separando-se do centro e de pessoas com grandes poderes monetários. Em razão disso, o Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso como afirma o escritor Darcy Ribeiro. Dessa maneira, a maioria pobre e esquecida deve ter proteção governamental para a diminuição do processo de afastamento social.

Em segunda análise, não se pode deixar de mencionar  a cultura social de comparar  dinheiro com pessoas. Isso ocorre porque em uma sociedade hipercapitalista quanto mais dinheiro você possui mais socialmente  é valorizado. Não é a toa , então que a série “La casa de papel” representa o assalto de um banco e quanto as imposições sociais os levaram a isso ,como por exemplo: o desprezo. Assim, é preciso a quebra de paradigmas sociais para que ocorra uma convivência harmônica entre todas as classes.

Torna-se evidente, portanto, que medidas  são necessárias para diminuir a segregação das classes sociais no  Brasil. Em decorrência disso, o Governo Federal e o Ministério da cidadania devem , a fim de incentivar a convivência entre diferentes classes, promover programas de aproximação que demonstrem que o dinheiro não significa muito por meio de psicólogos  em bibliotecas e parques . Somente assim, a sociedade diminuirá a cultura da segregação monetária.