Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 08/05/2020
No Brasil atual é bastante recorrente acontecer várias situações que representam a segregação das classes sociais. Isso ocorre tanto por ser uma sociedade com expressiva desigualdade social, quanto pela escassez de oportunidades que proporcionem mobilidade social. Dessa forma, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para evitar os malefícios que a excessiva estratificação causa.
Antes de tudo, vale ressaltar que dentre os diversos fatores que ocasionam as diferenças econômicas entre os cidadãos, a ausência ou ineficácia de política de distribuição de renda, bem como a baixa qualidade educacional ofertada pelo Estado são cruciais para impossibilitar uma efetiva mudança no cenário econômico presente nas camadas sociais. Isso se dá principalmente por o país ser composto predominantemente por pessoas de baixa renda, estas que não possuem acesso a um ensino qualificado, pela falta de estrutura das escolas públicas. Com isso, fica improvável uma devida frequência de mudança de vida, já que a forma mais garantida de ascensão social para os pobres é por meio da carreira acadêmica. Pois se trata de mecanismo que está relacionado com sua dedicação.
Assim sendo, certamente o problema em questão pode ser, ainda que a longo prazo, ao menos minimizado. Tendo em vista que efeitos com amplitude nacional demanda tempo, sobretudo quando envolve finanças. Por consequência, pode surgir uma sociedade com mais consciência de igualdade e justiça social, na medida que fosse se estabelecendo maior raridade de alguém ser privilegiado administrativamente ou judicialmente em razão de suas posses. Já a curto prazo, mesmo que inexista alterações substanciais, poderia ser possível que indivíduos hipossuficientes já conseguissem presenciar aquisições materiais ou profissionais que antes não seria possível alcançar. Nesse raciocínio, faz jus lembrar do que diz a CRFB/88 acerca do princípio da isonomia “tratar igual os iguais e desigual os desiguais na medida das suas desigualdades”.
Diante do exposto, verifica-se que embora seja trabalhoso concretizar uma transformação com essa magnitude e mesmo que se realize incompletamente, seus benefícios serão proveitosos. Portanto, cabe ao Poder Público, por intermédio da União em parceria com o Ministério da Educação construir escolas públicas com adequada estrutura para uma educação de qualidade, bem como elevar a remuneração dos professores como incentivo para seguimento de carreira e autoaperfeiçoamento profissional. Como também, a edição de lei federal pelo Congresso Nacional, obrigando cada unidade federativa, a desenvolver projetos econômicos que conduzam uma ajustada distribuição de renda por meio de cobrança tributária sobre grandes fortunas para que esses valores sejam convertidos em causas sociais. Logo, a taxa de pobreza se reduzirá e consequentemente a desigualdade também.