Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 11/05/2020
A desigualdade entre as classes sociais no Brasil é uma das mais evidentes do mundo. O capitalismo desenvolvido aqui, talvez tenha tomado um caminho diferente de outros países, como Japão, Nova Zelândia e Canadá, por exemplo. Vários fatores contribuem para que ocorra a separação das classes sociais, entre eles: o acesso à saúde, o acesso ao lazer, questões históricas, e o mais importante, o acesso à educação.
A princípio, ao realizar uma breve comparação entre as escolas infantis da rede pública e as da rede particular, pode-se encontrar vários quesitos que as distinguem em qualidade. Nas da rede pública, onde a maioria dos alunos são de família de poder aquisitivo mais baixo, a estrutura física nem sempre é adequada, as salas de aula são super lotadas e o espaço para lazer e recreação é limitado e precário. Em sentido contrário, nas escolas infantis da rede particular, encontra-se uma estrutura física adequada para cada faixa etária, existem áreas de lazer e recreação amplas e diversificadas. Essa diferença se perpetua até as escolas de nível de fundamental e médio.
Em seguida, ao analisarmos o ensino superior, as Universidades públicas resistem para serem melhores que as particulares e é um espaço onde ainda é possível se identificar uma certa diversidade social. Entretanto, em alguns cursos, como medicina, direito e engenharia, pode se tem o reflexo da qualidade do ensino da educação básica, pois a maioria dos estudantes que ingressam nesses cursos, são aqueles que possuem melhores condições financeiras e puderam pagar para estudar em boas escolas particulares e em cursos preparatórios.
No entanto, por meio da educação, é possível mudar o cenário de acentuada desigualdade social que existe no Brasil. O Ministério da Educação precisa investir maciçamente na educação básica, apoiando os governos estaduais e municipais na criação de um “mega” projeto de reestruturação que contemple desde as escolas de educação infantil, até as do ensino médio. Desta forma, o Brasil conseguirá diminuir o distanciamento entre as classes sociais, tornando as públicas atrativas até para as classes sociais de maior por aquisitivo, que teoricamente, poderiam pagar pelo ensino na rede privada.