Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 09/05/2020
A sociedade segregada no Brasil
Nos últimos anos, o mundo está a cada dia mais globalizado e, consequentemente, o Brasil está inserido nesse cenário político e econômico. Dessa forma, esse processo global intensificou a desigualdade no Brasil, visto que o mercado de trabalho e as relações comerciais são restritos a uma classe burguesa. Além disso, o Brasil, no século XVIII, passou pelo processo de urbanização que projetou a segregação socioespacial, que se refere à marginalização de determinadas pessoas ou a grupos sociais por fatores econômicos, culturais, históricos e até raciais. Nesse sentido, é conveniente analisarmos esses fatores negativos que estão presentes na sociedade brasileira.
No atual cenário, a desigualdade de renda e a falta de qualificação profissional dos brasileiros, em sua maioria, são as principais causas de distanciamento social, uma vez que a classe burguesa, que detém poder financeiro e muitas vezes grau elevado de conhecimento, não oferece mecanismo de ascensão econômica para classes inferiores, pois teme ser derrubada do topo social. Outrossim, o coeficiente de Gini, instrumento estatístico que mede a distribuição de renda, mostra-nos que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo e está acima somente dos países africanos, porém houve uma alta no IDH no governo Lula com melhoria das políticas públicas - fome zero, bolsa família - oferecidas às pessoas mais carentes. Assim, esses aspectos negativos prejudicam o desenvolvimento do nosso país.
Além dos fatos relatados anteriormente, há outras incongruências relacionadas à segregação urbana e a concentração de terras, historicamente relatadas por Boris Fausto em seu livro “A história concisa do Brasil”. Um exemplo de segregação socioespacial brasileira foi a tentativa do governo de Rodrigues Alves que objetivava urbanizar a cidade do Rio de Janeiro, onde o cenário era feito por casas em formatos de cortiços em que a população mais carente habitava. Nesse sentido, os detentores de riqueza visam expulsar as pessoas mais pobres do centro das cidades, com o objetivo de não dividir os mesmos privilégios com os segregados, e consequentemente esses buscam outras moradias, o que acarreta a fuga para áreas marginalizadas como comunidades ou periferias.
O combate à segregação econômica e espacial citada anteriormente, objetiva a isonomia entre as classes sociais, uma vez que o problema da desigualdade em geral está crescendo todos os anos no Brasil. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, será possível amenizar a segregação das moradias, dos salários, da raça e do gênero. Dessa maneira, deve-se construir uma sociedade mais fiel aos princípios isonômicos citados na constituição cidadã.