Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 10/05/2020

Segundo o relatório da Oxfam, entidade criada para construção de um Brasil mais justo, sustentável e solidário, em 2017, o país ocupava o lugar da 8º economia do mundo, no entanto, a 79º posição no ranking da desigualdade social. Nota-se que apesar do país produzir muita riqueza, a maioria do dinheiro concentra-se nas mãos de poucas pessoas. Em virtude dessa precarização da distribuição de renda ocorre a segregação de classe sociais.

Com a crescente desigualdade social a minoria endinheirada acaba tendo privilégios, ou uma “camarotização” na vida cotidiana. Por exemplo, essas pessoas podem estudar nas melhores escolas e consequentemente terão os melhores empregos. Já a maioria pobre não terá a mesma oportunidade e facilidade. Em decorrência da pobreza usufruirão de baixa escolaridade, condição de moradia precária e trabalharão em subempregos.

Essa “camarotização” da pequena parcela mais rica da população não é bom para a vida social, pois mesmo considerando que na democracia não há perfeita igualdade, essa enorme discrepância de privilégios entre ricos e pobres segrega as classes sociais e causa mau-estar para democracia como a violência, fome e pobreza generalizada.

No intuído de reduzir esse impacto há necessidade de fazer reforma tributária que garanta a diminuição dessa dicotomia social. Os mais ricos devem pagar mais impostos, ou seja, os legisladores devem fazer leis que tributem fortunas e heranças de modo significativo. Os impostos que incide sobre produtos básicos e alimentícios poderiam baixar consideravelmente. Além disso, investimento maciço em educação pública de qualidade para todos poderia ser um mecanismo para amortizar a desigualdade social e diluir a segregação de classe social existente no Brasil.