Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 12/05/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 3, é um objetivo fundamental da República Federativa do Brasil erradicar a pobreza e a marginalização. Entretanto, após 30 anos de promulgada, ainda temos pessoas vivendo em situação de miséria em nosso país. Nesse sentido, é importante observar as políticas de governo que favorecem quem está próximo do poder, bem como a burocracias que dificultam que os mais pobres consigam empregos ou empreender.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho para a ascensão social dos mais necessitados o fato dos governantes favorecem os mais ricos. Desse modo, é válido mencionar medidas protecionistas como tarifas de importação que deixam os produtos estrangeiros mais caros para os consumidores, subsídios estatais de créditos para as grandes empresas, a inflação constante da moeda que desvaloriza o poder de compra, além dos altíssimos salários de servidores públicos de alto escalão. Com isso, podemos perceber que toda a riqueza que é gerada, é distribuída entre os mais ricos e os amigos daqueles que detêm o poder, deixando migalhas para as pessoas que mais necessitam.
Outro ponto relevante nessa temática, são as barreiras burocráticas criadas pelo Estado que impedem que haja uma elevação dos grupos mais pobres. Sendo assim, podemos nos referir aos encargos sociais e trabalhistas que dificultam que empregos sejam gerados, tentativas de regulamentação de aplicativos como o uber, que mesmo pela via informal, gerou emprego a milhares de pessoas. Além disso, podemos citar o fato de que moradores de favela não podem ter títulos de propriedade, dificultando a obtenção de créditos para tentar abrir um negócio e empreender. Ou seja, os governantes tem sido o maior obstáculo na vida dos mais pobres.
É incontrovertível, portanto, que os impactos causados pela manutenção da pobreza sejam superados. Assim, cabe ao Ministério da Fazenda traçar um plano econômico através de leis que eliminem o protecionismo e regalias das empresas ligadas aos governos e que desburocratizem o mercado de trabalho e a livre iniciativa. Assim, incentivando o empreendedorismo para que possa haver um livre mercado que possibilitará às pequenas empresas lucrarem mais e, consequentemente, gerem empregos. Com isso, os mais necessitados terão mais oportunidades de elevar o seu padrão de vida.