Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 09/05/2020
De acordo com o romancista irlandês Georg Bernard, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não conseguem progredir. Nesse hiato, esse pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois a segregação de classes no Brasil carece de mudanças, já que não contribui para o desenvolvimento da sociedade e, dificulta a concretização dos planos de Bernard. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil por volta desse contexto.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater o segregacionismo social brasileiro. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato se reflete não só nos escassos investimentos em maior valorização dos profissionais da área educacional e sociológica, como também nos insólitos recursos em infraestrutura, logística e aperfeiçoamento específico no campo político-social, aliados a uma boa disposição estatal para confutar toda assimetria social, medidas estas que tornariam o ambiente comunitário mais eufônico, mas devido à falta de interesse de órgãos detentores do poder isso não é firmado.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da problemática, pois não houve instrução na íntegra, impossibilitando e retardando a luta pelo fim da segregação e desigualdade de classes. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele tampouco a sociedade muda. Isto é, mostrando tanto a importância da resplandecência de um senso crítico civil quanto a base de um aprendizado educacional analítico sobre como resolver problemas voltados ao preconceito e separação de classes, que seriam imprescindíveis para contrapor o impasse. Contudo, com a falta dessas instruções, comprova-se toda mazela e despreparo social que permeia a atualidade.
Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver a segregação das classes sociais no Brasil. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos acerca de uma melhor forma de combate contra toda mazela e separacionismo preconceituoso, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, com participação de profissionais da área sociológica e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos á etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de George B.