Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 11/05/2020
No aclamado filme “À Procura da Felicidade” observa-se, em um dos seus múltiplos aspectos, a segregação social que expõe o abismo existente ao acesso à saúde, educação e lazer por diferentes classes. Tal cenário, mostra-se análogo ao vivido pelos indivíduos menos favorecidos no Brasil, que agonizam diariamente em hospitais públicos e recebem um péssimo ensino público. Nesse âmbito, outras diferenças sociais tornam-se cada vez mais evidentes.
Em primeira análise, é notório que a injusta distribuição de renda corrobora para o aumento da segregação de classes. Camarotes em eventos esportivos, áreas exclusivas para clientes em aeroportos, cartões de créditos personalizados por renda - Todos esses exemplos tornam evidente a associação entre renda e diferenciação. De acordo com o sociólogo francês, Pierre Bourdie, é possível aplicar o termo “Violência Simbólica”, um conceito social no qual aborda uma forma de violência exercida pelo corpo sem coação física, que causa danos morais e psicológicos e que remete aos casos vividos no Brasil. Sendo assim, o primeiro desafio é alterar essa realidade.
Em paralelo, a falta de real oportunidades para pessoas mais carentes mudarem de vida é cada vez mais acentuada. Em decorrência, muitos acabam obrigados a seguir suas vidas do modo que lhes são apresentadas, trabalhando para sobreviver e dificultando ainda mais possibilidades de mudanças. Além disso, bairros em todas as cidades brasileiras são classificados de acordo com o poder aquisitivo de cada grupo, agravando o distanciamento e a falta de interação de diferentes classes. Dessa forma, faz-se necessário uma mudança estrutural no país.
É fundamental, portanto, que ONGS da educação criem palestras e cursos em comunidades carentes, que possibilite informar e aumentar o ingresso de estudantes pobres em faculdades públicas. Por mais, empresas privadas podem disponibilizar vagas para moradores de favelas. Somente assim será possível homogenizar a população brasileira.