Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 10/05/2020

É possível analisar os  reflexo de uma sociedade capitalista a partir de um fenômeno natural, a chuva. As recentes tragedias causadas por chuvas no Brasil não foram provocadas pela fome dos necessitados, mas pela ganancia de quem não mede consequências para mudar curso de rios, matas e o que mais estiver a frente para ampliar suas margens de lucro. O filme Sul-coreano “Parasita” ilustra com maestria a vida real, a chuva que para uns é som aos ouvidos, para quem vive em condições precárias é sinônimo de preocupação, perdas e sofrimento.

A “camarotização” das cidades distribuiu as pessoas de acordo com suas classes, assim como em um jogo de futebol, onde quem possui mais bens fica na área VIP enquanto os demais ficam na arquibancada sujeitos a chuva e sol. Enquanto nos grandes centros gozam de recursos e privilégios propiciados pelo poder aquisitivo, aos arredores o cenário é de descaso e abandono por parte dos poderes públicos.

O poeta Paulo Leminsk diz “só os bem alimentados podem lutar pelos famintos”, este é o principal problema da segregação de classes, como lutar por uma realidade a qual não se tem nenhum contato?. Assim como na música xibom bom bom “o de cima sobe e o de baixo desce”, a voz da burguesia não conhece ou ignora os problemas sociais das classes inferiores e lutam apenas para ter cada vez mais poder e capital.

A democracia é falha quando pessoas de diferentes origens são afastadas. É necessário um processo de democratização das cidades para que todas as classes tenham acesso ao laser, entretenimento, educação, saude e todos os serviços básicos de qualidade.