Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
De maneira análoga à formação da civilização de Atenas, que pregava a democracia e o direito político para todos, exceto mulheres e os grupos estrangeiros, se tem a sociedade contemporânea. Nota-se, que o atual sistema carrega traços de injustiças da Grécia Antiga e é marcado por uma intensa segregação de classes, que proporcionam um cenário de desigualdade. Logo, medidas devem ser tomadas visando combater o pensamento consumismo e a crescente discrepância social.
Outrossim, durante a semana de Arte Moderna, Mário de Andrade em sua obra, “Ode ao burguês”, criticou a elite e a alienação consumista na qual o povo se submetia. Esse pensamento ainda vigora e é um dos principais ofuscadores dos anseios da minoria nacional, que não tem os seus direitos respeitados, como aponta o site de notícias G1, que publicou uma matéria evidenciando o descaso do governo para com esses indivíduos.
Ademais, segundo sociólogo do século XIX, Émile Durkheim, a sociedade deve viver em harmonia, visto que caso alguma esfera seja comprometida o caos vigora nos outros pilares do Estado. Essa tese se comprova na prática, dado que o contexto de segregação social está refletido no setor educacional, que por não oferecer as condições adequadas é ineficiente e resulta na marginalização dos jovens.
Portanto, diante desses imbróglios, medidas devem ser tomadas urgentemente. A priori, o governo federal deve promover uma reforma na Educação Básica, se inspirando em modelos de países exemplares, como a Escola da Ponte de Portugal, a fim de garantir que crianças de todos os setores tenham uma educação de qualidade. A posteriori, de forma complementar, o Ministério da Educação deve instituir ações afirmativas em vestibulares e exames, com o intuito de garantir que as minorias sejam assistidas e tenham acesso ao meio acadêmico. Dessa forma, um grande passo será dado para que a igualdade vigore no Brasil.