Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
Com o advento do capitalismo e o consequente fortalecimento da divisão entre o público e o privado, surge uma sociedade amplamente estratificada em classes que são definidas pelo poder aquisitivo dos indivíduos. Esse fenômeno é o responsável por diversas mazelas sociais, entre elas percebe-se o retrocesso social.
O escritor e educador Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, apresenta o homem como um ser capaz de promover transformações sociais e que para isso aconteça, é necessário que o mesmo tenha acesso a uma educação de qualidade, sendo que dentro da sua formação educacional, o mesmo precisa ter contato com múltiplas realidades, sejam econômicas, culturais ou étnicas. Isso porque, o primeiro passo para que o desenvolvimento social ocorra, é o reconhecimento daquilo que é diferente como algo agregador.
O progresso social vem da constante busca por melhorias, e a partir do momento em que as pessoas se isolam em uma classe, elas fecham os olhos para aquilo que é diferente da sua própria realidade e passam a viver em um estado de conformidade e satisfação, muitas vezes ilusória, com a situação da sociedade. Assim, nota-se que a interação e comunicação entre pessoas de diferentes classes é de suma relevância para que as pessoas possam se tornar verdadeiros agentes de transformação social.
Sendo assim, cabe ao Ministério Público criar projetos de melhorias na infraestrutura e na capacidade de atendimento dos serviços públicos, com destaque aos setores de educação, transporte e saúde, já que, garantindo a qualidade desses serviços, mais brasileiros passarão a utilizá-los e deixaram de recorrer ao setor privado, ou seja, desenvolvem-se ambientes propícios para que ocorra o contato entre pessoas de diferentes classes sociais, o que leva a formação de diversos agentes de transformação social, fator determinante para que ocorra o progresso social em uma nação.