Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

Na mitologia grega, Atlas tinha a difícil missão de sustentar o mundo – como forma de cumprir pena por seus crimes. Embora seja um contexto ficcional, o mito assemelha-se ao panorama hodierno da separação entre ricos e pobres no Brasil. Nesse espectro, as dinâmicas de integração entre os cidadãos nos espaços públicos devem, indubitavelmente, ser intensificadas – de modo que possam, consequentemente, fortalecer a democracia no país. Da mesma maneira, a popularização dos palcos culturais e esportivos faz-se essencial para a construção de um sentimento geral de importância de cada indivíduo na coletividade.

A priori, cabe mencionar o pensamento do filósofo alemão Karl Marx, que considera a luta de classes como inevitável em um sistema capitalista. Sob esse âmbito, é fundamental a realização de reformas no sentido de promover uma maior equidade entre as camadas da sociedade. À luz disso, o fenômeno de favelização deve ser combatido, assim como o processo de concentração de terras e dinheiro na mão de poucos. Além disso, condições básicas de higiene pessoal, como o saneamento básico, precisam ser disponibilizadas à população. Do mesmo modo, deve-se aproximar as pessoas financeira e fisicamente – minimizando, assim, as desigualdades sociais na federação.

Outrossim, consoante o escritor brasileiro Augusto Cury, em sua trilogia de livros “O Vendedor de Sonhos”, o modelo socioeconômico vigente na atualidade oprime os indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Enquanto isso, os grandes empresários e latifúndios são beneficiados com políticas neoliberais de isenção fiscal por parte do Estado. Dessa forma, o acesso sem divisões nos lugares de convívio deve ser assegurado, uma vez que existe uma evidente segregação nos locais frequentados por sujeitos de diferentes classes sociais. Nessa conjuntura, os camarotes nos estádios e a divisão entre a arte e o esporte apreciados pelos extremos da pirâmide social consiste em um prejuízo à integração e ao debate.

Logo, é mister que o Ministério da Economia promova o barateamento dos ingressos em eventos artísticos e de entretenimento aos mais necessitados a fim de assegurar descontos, que possibilitem a entrada de todas as categorias que compõem a população. Sob esse prisma, a mescla de pensamentos por meio da discussão de ideias engrandecerá o senso crítico e de realidade de todos. Além disso, a compreensão das necessidades um do outro tornar-se-á possível, o que facilita a conquista de direitos mais igualitários por meio da diplomacia – e não da violência. Somente assim, os mais pobres livrar-se-ão do peso do planeta de riquezas que os acomete, em detrimento de sua força de trabalho que a tudo isso sustenta, sem nada usufruir.