Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

Equidade é o nome dado ao tratamento igual aos iguais e desigual aos desiguais. No entanto, no que concerne à segregação das classes sociais no Brasil, o conceito explora a questão de justiça, que é um fator inerente para o desenvolvimento social do país, ressaltando que as oportunidades são maiores para quem pode pagar. Nesse sentido, é necessário analisar esse quadro, haja vista o ordenamento jurídico e a cultura midiática.

Mormente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê que todos serão tratados com isonomia. Entretanto, o Poder Estatal, pela falta de políticas públicas, fere a legislação. Isso acontece porque nenhum ministério é totalmente efetivo. Pode-se pegar como exemplo o Ministério da Educação: alunos que estudam em escolas públicas muitas vezes ficam o ano letivo sem professor e muitas matérias importantes não são abordadas em sala de aula, por outro lado, alunos de escolas particulares têm os melhores ensinos e as vagas de universidades federais, que deveriam ser de quem precisa, vai para os ricos. Portanto, essa negligência estatal representa uma das causas do problema.

Outrossim, o filme “O menino que descobriu o vento” fala sobre a consequência dessa questão. Ele discorre a história de um menino que, pela falta de condições financeiras, além de ser criança e ter que trabalhar, não tinha dinheiro para pagar a escola local, mesmo com o emprego. Dessa forma, a mídia pode ser relacionada com a realidade do século XXI, tendo em vista que a falta de oportunidade, principalmente de quem vive nas favelas, cresce de forma exponencial. A virtude desse acontecimento é constituída pela irregularidade do governo na fiscalização de trabalho infantil e, também, pela falta da luta da sociedade como um todo para a melhoria das condições de crianças e adolescentes, para que eles possam buscar um futuro melhor.

Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie políticas públicas para a inclusão de jovens carentes em escolas de qualidade, para que possam, enfim, fazer uma faculdade e ter a oportunidade de sair da miséria. Para isso, o Ministério da Educação deve melhorar a didática nas instituições de ensino estaduais e municipais, com professores competentes, materiais de qualidade e  também, palestras de motivação, ministradas por pessoas que passaram pela mesma realidade.Além disso, as cotas para pessoas de baixa renda, negras e que estudaram em escolas públicas, devem ser destinadas com uma porcentagem maior à ampla concorrência. Desse modo,  o significado de equidade será validado no Brasil.