Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 11/05/2020

O artigo 5º da constituição brasileira estabelece que todas as pessoas são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém, observa-se no Brasil que a condição financeira e a posição social do indivíduo são determinantes para que haja a segregação de classes sociais.

Em primeiro plano, nota-se que pessoas com a vida econômica bem sucedida possuem acesso aos melhores serviços sociais, como: moradia, saúde, lazer e alimentação. Dessa forma, identifica-se um alto índice de desigualdade social, onde o acúmulo de privilégios fica concentrado para uma parcela da população brasileira.

Além disso, a observação crítica de fatos históricos revela que a posição social do indivíduo também é um fator importante de segregação social. Durante o período de Brasil colônia, por exemplo, é perceptível a divisão da sociedade, que se estende desde os altos cargos da coroa portuguesa até os camponeses mais pobres, contribuindo para a criação de uma sociedade heterogênea e com mazelas sociais identificadas até os dias atuais.

Portanto, mediante aos fatos apresentados, nota-se que a segregação social no Brasil faz parte de sua identidade ao longo do tempo, e a mudança desse parâmetro é de suma importância . Se faz necessário, uma atuação conjunta dos governantes dos estados com o governo federal, com o intuito de diminuir as diferenças sociais através de investimentos na educação pública, sendo ela o principal meio para diminuir as desigualdades existentes em nosso país. Desse modo, atenuar-se-á , em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema.