Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 12/05/2020
No livro “Utopia” do escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita na qual o corpo social se iguala pela falta de desigualdade e conflitos. Fora da ficção, o que se observa na sociedade contemporânea é exatamente o inverso do que o autor prega, uma vez que a segregação das classes sociais no Brasil vem se tornando um dos principais problemas do século XXI, causando preconceito para com os de classe inferior.
Em primeiro lugar, é fulcral ressaltar que, tal situação não é recente, isto acontece desde a chegada dos portugueses no país que necessitava de mão-de-obra barata para produzir riquezas e como solução escravizaram os povos nativos. Diante disso, percebe-se que a atual segregação social deriva não só dos acontecimentos históricos, mas também da baixa atuação dos setores governamentais, que fazem diversos investimentos nas grandes cidades e deixando de lado as cidades pequenas, gerando assim, uma desigualdade social e consequentemente o preconceito. Consoante o filosofo Karl Marx, a origem da desigualdade está na relação desigual de forças em que a burguesia, mais poderosa, explorava o trabalho do proletário, classe mais fraca. Desse modo, faz-se necessário uma reorganização civil para gerar o bem-estar coletivo.
Ademais, com a revolução industrial houve um grande aumento do êxodo rural, porém, as cidades não estavam preparadas para receber tal índice populacional, surgindo assim as: periferias, deixando a segregação social notória. Partindo dessa ideia, diversas pessoas com determinadas condições financeiras passaram a viver em diferentes regiões, pode-se comparar essa situação com o “Apartheid”, regime segregacionista ocorrido na África em que brancos e negros não conviviam juntos, cada um habitavam em diferentes locais; do mesmo modo está acontecendo no Brasil, não somente entre brancos e negros, mas, entre ricos e pobres. Todos esses fatores contribuem para a segregação social já que o a desigualdade e preconceito contribuem para a preservação do quadro.
Portando, medidas são necessárias para combater a problemática. Com intuído de amenizar o quadro, urge que o Tribunal de Contas da União disponibilize verbas que por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, será revertido em meios que atenuem o impasse através de grandes investimentos nas periferias, ensinando os devidos direitos que lhes pertence e dando diversas oportunidades de emprego, para que a classe baixa possa, finalmente, ocupar o mesmo espaço que a classe superior. Somente assim o problema será amenizado e em cerca de 5 a 6 anos a sociedade irá se aproximar da Utopia de More.