Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
A segregação das classes sociais é um isolamento dos grupos mais abastados em relação aos mais humildes. Essa divisão representa um problema na sociedade brasileira, já que além de piorar a situação já ruim de pessoas mais pobres, também gera consequências negativas à elite. Além disso, a pobreza de grande parte da população do país torna essa divisão ainda mais acentuada. Tudo isso retrata uma enorme desigualdade, sendo necessário que medidas sejam desempenhadas para resolver o impasse.
Sobretudo, os grupos mais afetados por essa divisão são os menos abastados. De acordo com o IBGE, em 2018 10% da população concentrava 43,1% da massa de rendimentos do país, enquanto os 10% com as menores rendas detinham 0,8%. Tamanha disparidade ainda é uma realidade no Brasil e, além de ter que lidar com a grande escassez de dinheiro que torna essa desigualdade tão séria, os mais pobres também são submetidos a espaços inferiores e separados por causa da soberba dos mais ricos.
Por outro lado, essas pessoas mais privilegiadas também sofrem consequências negativas geradas por essa separação. Isso pois, ao se isolarem, convivendo apenas com pessoas tão abastadas quanto elas, não convivem com diferenças sociais. Logo, essas pessoas se tornam arrogantes e desrespeitosas, o que representa um prejuízo também a elas mesmas, além de levá-las a buscarem ainda mais o isolamento, agravando o problema.
Portanto, ações são necessárias para resolver a questão. Assim, cabe ao Estado brasileiro criar uma lei que proíba a construção de camarotes e áreas VIP em qualquer tipo de estabelecimento comercial, proibindo, também, a diferenciação nos preços dos ingressos para um mesmo evento, por meio de fiscalização e multas, com a finalidade de evitar que os diferentes grupos sociais se isolem uns dos outros. Além disso, o ministério da educação deve aumentar a quantidade de vagas especiais para pessoas de baixa renda em universidades federais, visando facilitar o ingresso das mesmas, garantindo a elas um futuro com uma renda maior e, consequentemente, diminuindo a discrepância entre as classes sociais. Desse modo, a sociedade brasileira se tornaria menos arrogante, mais igualitária, mais respeitosa e mais humana.