Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

A segregação social não é um fenômeno recente no Brasil, é um problema que vem sido mantido desde da chegada dos portugueses no país, que ao passar dos anos teve um agravamento absurdo, principalmente depois da ocorrência da industrialização e da urbanização.

Na obra “O cortiço”, de Aluísio de Azevedo, o autor retrata um ambiente com péssimas condições de vida e a exploração dos mais pobres, com críticas a enorme desigualdade social gerada pela industrialização. Essas críticas são pertinentes até hoje, pois a sociedade brasileira está inserida em um sistema capitalista, no qual, o abismo social é evidente.

Por isso, o filósofo e sociólogo Karl Max trouxe em seus estudos, que o capitalismo era um sistema extremamente desigual, onde uma pequena parcela da população tinha muito, e a maior parte dela não tinha sequer o básico, como se pode ver no Brasil, que tem uma alta concentração de riquezas e uma má distribuição de renda, indivíduos que possuem milhares de mordomias em seus lares e outros que não tem sequer saneamento básico.

Além disso, pode-se explicar a segregação de classes, por uma mobilização que ocorreu entre os moradores do Sudoeste, bairro nobre de Brasília, afim de interromper planejamento da construção de uma escola pública no local, pois ela resultaria em um alto fluxo de pessoas de baixa renda na região, logo, possivelmente, um aumento da violência no bairro. Como também os filhos de funcionários frequentando o local.

Desse modo, é evidente, com esse distanciamento de classes no Brasil, o preconceito com os mais pobres, o que traz para essa parte da população um certo constrangimento de frequentar certos locais. Em 2013, grupos de jovens da periferia se reuniam em diversos shoppings, que a elite frequentava, para fazer uma espécie de “rolêzinho”, que trouxe debates sobre a discriminação social e racial desses indivíduos nesses espaços. Portanto, é de responsabilidade do Governo Federal sancionar políticas públicas que promovam a ascensão social das classes mais baixas e uma melhor distribuição de renda, além de assegurar o direito de igualdade da população. E também, a promoção de eventos inclusivos sem distinção de renda e de raça. Ademais, campanhas e propagandas sobre igualdade e preconceito nas escolas públicas e privadas.