Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que, a segregação das classes sociais no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social no Brasil, quanto da ineficiência do governo em buscar melhorar a problemática no país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primeiramente, é essencial pontuar que a desigualdade social no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobles, o estudo é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, boa parte da sociedade brasileira não tem acesso a educação de qualidade, dificuldade de acesso aos serviços básicos: saúde, transporte e saneamentos básico, essa triste realidade é o que a maioria da população tem que conviver e enfrentar todos os dias. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ineficiência do governo em buscar soluções como promotor do problema. Em 2010, um grupo de moradores de Higienópolis, bairro de classe alta de São Paulo, organizaram um baixo-assinado para impedir a construção de uma estação de metrô. Um dos argumentos dito ao Jornal Folha de S. Paulo na época, era que " uma gente diferenciada" iria ficar ao redor da estação. Partindo desse pressuposto tem-se evidenciado, principalmente, a conduta por parte do Estado em não tomar providências para que essas atitudes não torne a se repetir.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a desigualdade social no Brasil, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em melhorar o ensino em escolas públicas, através da criação de salas de leituras, informáticas e salas esportivas, dando a oportunidade para as pessoas de baixa renda de terem o direito de uma boa educação. Desse modo, atenuar-se-à, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da desigualdade social e a coletividade alcançará a Utopia de More.