Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 12/05/2020
“Gentrificação” estrutural no Brasil
O processo de “gentrificação”, ocorrido especialmente após as revoluções industriais, consiste no aumento do custo de vida nas metrópoles, que provocou a saída de um grande contingente populacional para áreas periféricas do Brasil. Atualmente, tal fato tem corroborado para a exclusão e segregação das classes economicamente menos abastadas, por questões raciais e, especialmente, culturais.
Inicialmente, é interessante destacar a influência da divisão racial para a manutenção da desigualdade social no Brasil. Nesse sentido, Lima Barreto - romancista do pré - modernismo - descrevera o ambiente “gentrificado” do século XX, em que negros viajavam em bondes separados dos brancos, reforçando a ideia de classes “superiores” e “inferiores” no Brasil.
Além disso, é perceptível a distinção do poder aquisitivo e econômico na sociedade brasileira. Tal tese é defendida por Milton Santos, que dividiu o Brasil em quatro partes, de acordo com o nível socioeconômico de cada região, de modo a demonstrar o abismo financeiro que separa, não só financeiramente, mas também fisicamente toda a população brasileira.
Portanto, cabe ao governo criar, por meio de verbas e impostos, ambientes e serviços públicos de qualidade. Será necessário o investimento em inovações e aparatos tecnológicos em todos os espaços, com objetivo de criar “competições saudáveis” com ambientes privados, de modo a promover a pluralidade socioeconômica e diminuir os efeitos da segregação que ainda persiste na sociedade brasileira.