Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
O Brasil possui a sexta maior população do mundo e o quinto maior território e, apesar de ter uma democracia em vigência, as suas classes sociais sofrem forte segregação, de modo que negros e nordestinos são os mais atingidos. Tal fato ocorre devido ao processo de formação da sociedade brasileira associado à má administração do governo, o que evidencia o desafio de mitigir esse problema.
A princípio, a forma como a população negra configurou-se na comunidade diz muito sobre suas condições atuais. De fato, após a Abolição da Escravatura em 1888, os ex-escravos negros não foram apaziguados pelo governo e seus descendentes sofrem fortes preconceitos das demais pessoas. É por conta desse fator histórico que surgiram as favelas, um dos principais simbolos das injusticas e das discriminações do governo e da sociedade como um todo.
Por outro lado, os nordestinos também foram cingidos pela desagregação social, uma vez que há desarranjos dentro da máquina pública de sua região. Com efeito, a Indústria da Seca, no interior sertanejo, desestabiliza as chances desse contingente de alcançar melhores condições de vida. Isso advém de um corrupto esquema de desvio monetário do fundo assistencial da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste feito por políticos e empresários. Esse processo, aliado à arbitrária concentração de renda, revela as condições agravantes que flagelam esse povo.
Portanto, o quadro apresentado evidencia a necessidade de se atenuar a segregação social no Brasil. Para tanto, fica ao encargo do Ministério da Cidadania promover ações assistivas de integração desses grupos étnicos mais vulneráveis ao dialogar com o Ministério da Justiça, fiscalizando a execução dos projetos de assistência ao Polígono da Seca, além de oferecer programas educacionais adjuntos a auxílios fiscais para as tarifas fixas das comunidades periféricas. Assim sendo, os negros e os nordestinos poderão ser reinseridos na sociedade e o País cumprirá com suas funções constitucionais, trazendo à tona os princípios da equidade.