Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 13/05/2020

A tele-série Coisa Mais Linda produzida pela plataforma Netflix retrata à história de quatro mulheres em 1950 da cidade Rio de Janeiro, que lutam pela conquista de direitos como trabalho, independência de seus maridos e da sociedade machista e o fim de uma segregação de classes sociais explícita e normalizada. Na série encontra-se uma cena, onde a personagem Adélia que é camareira de um apartamento luxuoso do centro do Rio de Janeiro, precisa chegar ao décimo andar, e faz isso através de escadas porque o elevador doméstico estava estragado e ela não poderia utilizar o mesmo dos residentes do prédio devido a sua classe social.

Contudo, a segregações de classes sociais no Brasil começou com o término da Guerra de Canudos que durou de 1896 à 1897 que deu início ao processo de favelização. Esta segregação está presente entre elevadores domésticos e comercias, áreas privilegiadas em shows, transportes públicos e privados, áreas executivas e econômicas, que alimenta à desigualdade social e fere os princípios básicos da democracia e das leis estabelecidas pela constituição brasileira de 1988, além de infringir à declaração universal dos direitos humanos que garante  que todo ser humano nasce livre e igual em dignidade e direitos em seu artigo I.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Segundo o filósofo Immanuel Kant “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.” Paralelo à isso, cabe ao governo federal e estadual, investir nas escolas de ensino público, inovar a metodologia de ensino, e disponibilizar recursos e estruturas às escolas públicas para que estas possam educar de maneira igualitária às crianças de todo Brasil, e assim, acabar com a segregação social que seria então perpetuada em uma “espécie de sociedade estamental”.

Em suma, o aperfeiçoamento, levará os jovens e crianças de redes de ensino público, à ter a mesma educação de ensino particular, possibilitando uma inclusão social e fortalecendo o pensamento do filósofo Pitágoras, que diz: “E preciso educar os jovens para não precisar reeducar os homens”.

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