Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

O processo de colonização do atual território brasileiro deu-se pela concentração dos portugueses no litoral, construindo uma economia de exportação e crescimento das cidades litorâneas. Porém, nos sertões, interior brasileiro, a economia era de subsistência. Isto é, a segregação social enfrentada no século XXI não é novidade, esta enraizada no modelo capitalista da sociedade brasileira, construindo centros urbanos, concentrando a renda nas grades cidades e cada dia mais aumentando a desigualdade social. Portanto, é evidente a necessidade de uma mudança no cenário social brasileiro.

Dessa forma, cabe citar a construção de Brasília feita durante o governo de Juscelino Kubitschek, a qual baseou-se no plano piloto. Apesar de resultar em uma linda cidade construída em formato de avião, foi mais um passo pro aumento da divisão de classes sociais, enquanto os ricos e privilegiados vivem em ótimas condições no centro de Brasília, aqueles de baixa renda se concentram nas periferias, que se encontram envolta da área mais desenvolvida de Brasília. Estes vivem em péssimas condições de infraestrutura e saúde, isentos dos recursos públicos, com péssima condição de transporte, longe de qualquer emprego digno de um salário mínimo.

Além disso, o Rio de Janeiro é mais uma cidade brasileira que sofre da concentração de renda, do investimento dos recursos públicos de forma eletiva, do crescimento de somente uma parcela da sociedade e da aplicação de leis de forma discriminatória. Já que em 2016 o Rio sediou as olimpíadas investindo bilhões de reais pra construção de estádios e concluir os preparativos para esse evento, sem considerar o uso desse dinheiro pra construção de moradias, infraestruturas, postos de saúde, hospitais, centro comerciais, entre outros, para a alta parcela da sociedade que vivem em péssimas condições nas periferias.

Visto que a segregação socioespacial brasileira se torna cada vez mais evidente com a divisão entre os ricos e as pessoas de baixa renda, seja nos espaços frequentados, estilo de vida, apropriação de leis e acesso aos recursos públicos. Portanto, cabe aos ministérios de desenvolvimento regional, justiça e segurança pública, economia,  educação, infraestrutura e saúde se unirem pra concentrar a atenção dos recursos públicos no desenvolvimentos das periferias, reconstruindo a realidade destas pessoas, não só com moradias e infraestrutura, mas com oportunidades e qualidade de vida. Por conseguinte, projetos como “minha casa minha vida”, devem ser reavaliados, passando a construir moradias em espaços com acesso aos recursos dos direitos humanos, para que possam vive com oportunidades e qualidade de vida. Além disso, o investimento em espaços públicos é indispensável para que as classes sociais vivam juntas e possam superar suas diferenças.