Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

No período conhecido como" Guerra Fria",houve a partilha da capital da Alemanha,devido as disputas políticas entre os sistemas capitalistas e socialistas,os quais estabeleceram fronteiras sociais naquela região.Paralelo a isso,é notório que há uma correlação do momento anterior com a conjuntura brasileira atual,pois a presença de barreiras ideológicas ainda persiste,tendo em vista a segregação das classes dominantes com os menos favorecidos.Dessa forma,é perceptível que esse distanciamento ocorre,em virtude da falta de empatia e o aumento do preconceito.

Em primeira análise,é valido destacar que o sentimento empático está em decadência na contemporaneidade,visto que o homem moderno localiza-se no centro do universo e nas suas margens não encontra-se valor.Isso ocorre,em decorrência da natureza egoísta e individualista dos indivíduos.Nessa sentido,há uma ampliação das segregações sociais,pois o altruísmo e a sensibilidade com o próximo tornam-se dispensáveis.De acordo,com o filósofo Platão,“a orientação inicial que alguém recebe marca a sua conduta ulterior”.Semelhante a essa reflexão,é evidente que a carência de alteridade na trajetória dos cidadãos geram essa insensibilidade.Logo,é necessário repensar sobre tais atitudes.

Em uma análise mais aprofundada,é essencial ressaltar que o distanciamento social no Brasil,devido as condições financeiras e físicas das pessoas ainda acontece.Isso se evidencia,haja vista que o preconceito está enraizado na construção histórica do país e permanece sendo fortificado por alguns indivíduos.Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro,“a sociedade brasileira foi a última a abolir a escravidão e possui uma perversidade intrínseca na sua herança”.Desse modo,é pertinente reavaliar essas condutas intolerantes.

Destarte,é inadmissível que no mundo atual com todo o desenvolvimento tecnológico, as relações humanas tornaram-se descartáveis para muitos.Portanto,o Governo Federal,órgão que visa o bem de todos,em parceira com as Instituições de Ensino,devem propor projetos estudantis que visem a confraternização dos alunos,por meio de debates,a fim de construir cidadãos mais empáticos.Outrossim,cabe as mídias,entidades que transmitem as informações, em conjunto com o Estado desenvolver campanhas contra o preconceito,por intermédio de sites e comerciais televisivos ,com intuito de acabar com a intolerância no Brasil.Sendo assim,a nação poderá evoluir.