Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

Em todo o mundo, a problemática da desigualdade social tem se tornado cada vez mais relevante no contexto do século XXI. O Brasil por sua vez não é exceção à regra: a intensa desigualdade nos submete à uma espécie de déjà vu aos anos de 1492 num contexto de segregação socil entre portugueses e indígenas. Certo é que essa diferenciação entre classes vem se evidenciando nos últimos anos através da supervalorização do poder aquisitivo pela sociedade contemporânea e os camarotes que até poucas décadas se limitavam aos estádios de jogos, já podem ser vislumbrados em todos os âmbitos de convivência social.

Em um contexto de acúmulo de riquezas, o capitalismo desenfreado tem alimentado a falsa crença de que as coisas boas da vida se encontram no que o dinheiro pode comprar. Contrariando Shakespeare, o lema passou as ser: “ter para ser, eis a questão”. No fim das contas, esse alto padrão de qualidade de vida só é atingido por uma parte da população e esses estilos de vida cada vez mais distintos entre as classes têm contribuído generosamente para o aumento da desigualdade.

Tal segregação pode ser vista de forma clara nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro em que muitas vezes uma mesma cidade se fragmenta entre favelas com condições precárias e bairros de luxo. Por conseguinte, o fenômeno da “camarotização” também se manifesta nas diversas áreas do cotidiano de modo que as escolas, hospitais, supermercados e locais de entretenimento frequentados por ricos e pobres se diferem entre si.

Assim sendo, para que se alcance não a perfeita igualdade mas a equidade entre as classes, se faz necessário que o Estado juntamente com seus ministérios de atuação proporcionem um mesmo nível de qualidade entre instituições públicas e privadas por meio da avaliação efetiva das estruturas de funcionamento de programas sociais entre eles o SUS (sistema único de saúde). Só assim caminharemos para o pleno exercício da democracia que  exige uma relação harmônica entre as classes.