Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 13/05/2020
Escrito por Drumond, o poema “Os inocentes do Leblon” retrata o comportamento omisso e displicente de uma classe média frente às mazelas sociais. Não muito distante da ideia do poeta, o Brasil é um cenário da desigualdade de classe que ultrapassa o limite bancário, alcançando o distanciamento físico e a negligência do bem comum de toda a sociedade por parte do Estado. Assim, a elitização de serviços básico endossa ainda mais a segregação de classes, que é um problema latente na sociedade brasileira. Portanto, é importante que medidas para mudança dessa realidade sejam tomadas a fim de efetivar a isonomia de classes
Em primeiro plano, com heranças históricas da Colonização de exploração, a partir do século XVI, a qual excluiu da cidadania negros e índios, colocando-os às margens dessa recém formada sociedade, forneceu sustento a privilégios de classes que permeiam as desigualdades presente até os dias de hoje. Nesse sentido, as raízes de governos aristocratas, em que se privilegia os interesses exclusivistas em detrimento da marginalização social, que podem ser encontradas também na atualidade, dão combustível para que classes menos abastadas sofram com a falta de assistência, sem contar com serviços básico de saúde e educação de qualidade.
Além disso, de acordo com o relatório divulgado pela ONU, o Brasil é o quarto país mais desigual da America Latina e essa desigualdade se expressa de forma evidente na elitização de serviços essenciais para o bem estar social. Desse modo, a restrição de tais serviços, privando as classes marginalizadas da qualidade necessária, contribui para a manutenção de uma sociedade estamental, isto é, com pouca mobilidade social, em que a classe dominante recebe amparo, em detrimento do pouco ou nenhum auxílio às camadas menos favorecidas.
É imprescindível, dessa forma, que o poder público efetive o que a Constituição Cidadã de 1988 garante, no que diz respeito aos direitos básicos a todos os cidadãos brasileiros, por meio de parceria público privado com empresas e indústrias, ofertando subsídios e incentivos fiscais a estas, oferecendo melhoria nas instituições de ensino público, sejam de ensino básico ou superior, a fim de fornecer condições para o crescimento e superação de mazelas sociais em que classes excluídas estão inseridas.