Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

Na obra “Capitães da Areia” de Jorge Amado, é retratada a realidade de meninos em situação de rua na cidade de Salvador e a discrepância da realidade entre as classes sociais no Brasil do século XX. De maneira análoga ao livro, a realidade brasileira do século XXI apresenta os mesmos contornos do passado no que tange a segregação das classes sociais no país. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude não só da sensação de superioridade dos mais ricos, mas também pela lenta mudança da mentalidade social presente na questão.

Mormente, evidencia-se que a falsa crença de superioridade é uma forte influência na problemática. A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base das ideias nazistas, defende o controle social através da seleção de aspectos consideramos melhores. No contexto da separação de classes, a noção eugênica pode ser percebida e sua base é uma forte descriminação. Assim, para demonstrar o elevado poder financeiro, os mais ricos passam a frequentar locais mais caros e “exclusivos” gerando, como consequência, sua exclusão das demais camadas da sociedade.

Além disso, vale ressaltar as questões socioculturais presentes na realidade brasileira que atuam perpetuando o problema. Segundo o sociólogo, Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Dessa maneira, observa-se que o tema é influenciado pelo pensamento coletivo. Ademais, John Locke evidencia na Teoria da Tábula Rasa que as pessoas nascem como uma folha em branco que é preenchida de acordo com suas influências. Dessa forma a superação do problema é dificultada, já que depende da mudança do ambiente familiar e social. Destarte, é mister afirmar que as bases do pensamento brasileiro influenciam na perpetuação do problema.

Portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de solucionar o impasse presente na segregação de classes sociais no território nacional. Nesse sentido, cabe ao MEC, em parceria com a mídia, promova uma rede de campanhas de conscientização, divulgadas nas redes sociais e televisão, além de palestras em empresas e escolas cujos envolvidos são a população de renda mais elevada, a fim de  gerar a conscientização dessas pessoas e um maior alcance dessa proposta, assim como a diminuição da exclusão entre os cidadãos de classes opostas.