Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
Em pleno século XXI, no Brasil, a divisão entre classes sociais distintas ainda é algo altamente enraizado no núcleo social. Pode-se observar que, com o passar do tempo a segregação tende a aumentar, podendo assim gerar alguns graves problemas, como crises urbanas devido à baixa e a alta concentração populacional em regiões diferentes e até mesmo um aumento na taxa de criminalidade e violência.
Dessa forma, é relevante abordar que tal distanciamento tem decorrência de fatos que ocorreram durante a história, sendo o principal exemplo a escravidão e o seu fim em 1888 onde, segundo dados históricos, os escravos foram soltos sem nenhuma medida de reintegração social, fazendo assim com que tal classe fosse excluida, causando então de maneira direta um reflexo na atual organização social.
De acordo com o filósofo Immanuel Kant ‘‘O homem é aquilo que a educação faz dele’’. Nesta linha de raciocínio, há de se evidenciar a importância do investimento estatal em áreas educacionais que buscariam conscientizar a população sobre como a segregação pode acarrear atribulações negativas, esperando que tal conscientização garantiria um grande avanço coletivo.
Portanto, pode-se perceber que o debate acerca da segregação de classes sociais no Brasil é imprescindível para a construção de um país mais justo, tendo em vista um alto crescimento econômico e cultural. Nessa lógica é imperativo que o Ministério da educação, juntamente com o Ministério das comunicações, crie medidas de implementação educacional, como palestras e seminários, buscando uma conscientização geral sobre como a desunião entre dessemelhantes estratos sociais podem acarretar em diversas adversidades. Tais medidas seriam apresentadas por docentes especializados que buscariam disseminar a ideia de igualitariedade.