Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
Consoante José Herbert de Souza, sociólogo brasileiro, o desenvolvimento humano só ocorrerá quando a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, liberdade, diversidade, solidariedade e participação. Entretanto, é visto na atual conjuntura do Brasil, a recorrente e intensa segregação social através das diversas esferas sociais, principalmente a de classes. A partir disso, vê-se como imprescindível avaliar a contextualização e as consequências dessa estrutura social.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar que a separação das classes ocorre há bastante tempo nas sociedades de modo geral e persistindo entre os séculos, como na antiga Roma que havia distinção de patrícios e plebeus. Nesse contexto, percebe-se que a segregação social apenas modificou sua forma que, na atualidade, o novo modelo é o poder aquisitivo do indivíduo, em que diferencia-se a população através das formas de se vestir ou até mesmos de locais públicos que, devido ao seu alto preço de custo, filtram os clientes, excluem a população mais carente e propiciam o preconceito. Dessa modo, percebe-se a necessidade de reestruturação nas camadas sociais.
É notório avaliar ainda que, segundo o site Correio Braziliense, a “camarotização” do carnaval retira anualmente o caráter de festa popular atribuída a essa manifestação cultural brasileira. Dessa maneira, nota-se a escancarada desigualdade social no país que ao segregar pessoas através do seu poder de compra, revela-se as mazelas sociais existentes e formaliza o “apertheid” social que ocorre de forma mascarada na sociedade brasileira, como exemplos disso têm-se as famosas salas vip’s nos aeroportos nacionais, maior prova de exclusão socioeconômica no mundo. Sendo assim, comprova-se que a segregação de classes no Brasil é uma problemática emergente e passiva de mudanças urgentes.
Fica claro portanto, que o Superministério da Cidadania em conjunto com os CRAS dos municípios que devem criar projetos sociais de inclusão da população, através de campanhas publicitárias passadas em rede nacional e palestras nas escolas, como forma de diminuir a exclusão social e extinguir o preconceito socioeconômico. Além disso, o poder Legislativo brasileiro deve criar emendas na constituição que visem diminuir a desigualdade social no Brasil, através do aumento salarial das camadas mais carentes, de modo a possibilitar a essa população sua inclusão em locais e eventos de caráter etilista, ademais, vê-se também como medida importante a criação de eventos públicos que interessem ambas as classes, disponibilizadas por instituições culturais, como o SESP, com intuito de aumentar a inclusão de todas as classes sociais no Brasil, isso a fim de minimizar a exclusão e aumentar a participação social de todos para que se chegue ao desenvolvimento humano citado por Herbert.