Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
De acordo com o compositor Chico Science, " o de cima sobe e o de baixo desce “, manifesta o aumento da segregação social no Brasil. Nas civilizações antigas que eram compostas por uma sociedade estamental, quase não existia mobilidade social. Sob o mesmo ponto de vista, no Brasil, existe uma mobilidade social, mas o que a dificulta de ocorrer é a presença da desigualdade social. Ainda mais, os serviços públicos que deveriam contribuir para que esta segregação não ocorra, acabam concretizando a ideia de quem tem dinheiro frequenta lugares melhores, uma vez que, hospitais e escolas públicas se encontram defasados e se tornam insuficientes para os seus pacientes e alunos.
Enfim, o Brasil se encontra em desenvolvimento, na busca de alcançar a estabilidade econômica, que traz benefícios aos brasileiros, mas o desenvolvimento também traz malefícios como a desigualdade social, que afeta os populares de baixa renda com a falta de acesso a cultura, falta de segurança, a fome e a falta de saúde. O Segundo o SNIS, a falta de saneamento básico atingiu 48% população brasileira, como também, 35 milhões de brasileiros não tinham acesso a água tratada em 2017. Portanto, a falta de integração de classes sociais se inicia quando o Estado negligencia condições básicas de vida ao seu povo.
Outrossim, a continuidade do distanciamento entre classes sociais se dá pela falta de investimento em serviços públicos e privatização dos mesmos. Nesse sentido, o estudante da rede de ensino público, completa sua vida acadêmica sem a necessária infraestrutura facilitadora da aprendizagem, presente em escolas da rede privada, além de o estudante ter que se preocupar com o que vai comer e beber antes de ir estudar. De acordo com a ONU, o sistema de saúde pública brasileira é referência internacional, mas apresenta problemas como a falta de leitos, longo tempo de espera para atendimento, a falta de recursos para a saúde como materiais para trabalho e equipamentos de proteção individual.
Em síntese, fica evidenciado que não há necessidade de o serviço público ser falho, e que condições básicas de vida é um direito para todos os brasileiros. O Ministério da saúde, por meio de campanhas, deve promover o saneamento básico em todo o solo nacional, e também, o Ministério da economia deve expatriar suas políticas de privatizações e investir nos serviços públicos por meio de verbas governamentais liberadas pelo poder executivo. Com isso, brasileiros de baixa renda vão poder se igualar socialmente à burguesia, pois terão melhores condições de vida e só assim a união de classes sociais será efetiva, diferentemente de como Chico Science se manifestava.