Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
O Apartheid,no século XVIII,uma legislação separatista com preconceito racial,garantia só aos brancos um padrão do nível das nações de primeiro mundo.Analogicamente,ocorre de maneira similar no Brasil,na segregação das classes sociais.Sabe-se que,a desigualdade entre as classes sociais no país é uma das mais acentuadas do mundo, além de mostrar a disparidade entre pobres e ricos, caminha em concomitância com a má divisão de renda.Dessa forma,convém analisar as principais causas da temática, seja pelo capitalismo, seja pela desigualdade social.
Em primeiro plano, é incontrovertível o modo de produção desenvolvido pelo capitalismo. No início do seu funcionamento, buscava-se, além dos lucros, a mais-valia, onde os trabalhadores exerciam suas funções normais, mas apenas recebiam metade do período trabalhado.Diante desse cenário, verifica-se níveis expressivos de indivíduos sem escolaridade e desamparados pelas políticas públicas dessa época e que reflete na atualidade. Dessa maneira, a adaptação ao capitalismo no Brasil, já carente de alfabetização, aumentou o grau de pobreza, sobretudo, da população negra, distanciando-os da emancipação pessoal e política, aspectos valorizados pela elite que goza do bem-estar, além da camarotização dos seus egos, apoiados na laboriosidade dos trabalhadores.
Em segundo plano,ao observar as regiões mais pobres do Brasil e comparar com as mais ricas, percebe-se a imensa desigualdade social. No Norte-Nordeste e nas periferias das grandes cidades é onde mais se identifica tal fenômeno. Essa situação em que se encontra o Brasil não combina com o volume do PIB nacional, o qual em 2018 chegou a 1,7 trilhões de reais, segundo o IBGE.Sabendo disso,a renda per capta pode ser melhorada, embora, por si só, não seja um bom indicador de divisão de renda, mas deve ser encarada como um desafio para o governo, fazendo com que setores carentes da nossa economia tenha acesso à boa estrutura de hospitais, escolas, habitação, transporte público e lazer.
Sob essa conjectura,é notório que a nação verde-amarela possui dificuldades para erradicar a segregação das classes sociais.Nesse prisma,Governo Federal, prosseguir com as políticas educacionais como a Educação de Jovens e Adultos, propiciando a inclusão destes no mercado de trabalho formal e nas universidades. Além disso,cabe ao Ministério Público, o melhoramento físico dos espaços públicos, como instituições de ensino decadente, ruas e avenidas de bairros do estrato social desfavorecido, por meio de recursos governamentais, a fim de eliminar as dicotômicas disparidades sociais. Tal ação deverá proporcionar ao indivíduo a compreensão de inclusão.