Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
A Constituição de 1988 assegura a todos o direito à igualdade social . Contudo, percebe- se que essa não é uma realidade, pois há segregação social presente no Brasil. Nesse contexto, tornam-se evidentes dois fatores motivadores para tal: a má distribuição de renda , bem como a falta de investimentos governamentais em espaços públicos de qualidade . Com efeito, visando o enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre estado e sociedade acerca dos desafios para garantir o fim da segregação social no país.
Em primeira análise, é importante enfatizar que a má distribuição de renda contribui para que haja a segregação social no Brasil. Isso se explica porque, apesar da Carta Magna de 1988 assegurar o direito à igualdade social, há uma disparidade econômica gigante no país a qual compromete a integração social . Prova disso, são os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), os quais revelam que em 2019, a faixa de 1% da população brasileira mais rica tinha uma renda média 33,7 vezes maior que a metade da população mais pobre do país. Logo, com a presença dessa desigualdade econômica, dificulta-se assim, que as pessoas tenham as mesmas oportunidades e frequentem os mesmos lugares .
Em segunda análise, é válido salientar que a falta de investimento em espaços públicos de qualidade contribui para a segregação social, tendo em vista que as pessoas com maior aquisição financeira irão frequentar locais de maior qualidade. Sob esse viés, o filósofo Émile Durkheim afirma que a sociedade é como um corpo biológico, em que as partes devem interagir para garantir a coesão e a igualdade. Dessa forma, sem lugares em que seja possível a integração das diversas partes da sociedade a segregação social perdurará.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a situação desafiadora discutida seja amenizada. Para que isso ocorra, o Governo Federal, mediante o Ministério da Economia, deve viabilizar a criação e melhoramento dos espaços públicos, por meio de gestão adequada a destinar mais recursos financeiros à praças, parques e escolas, com o objetivo de democratizar o acesso da pessoa humana ao direito à igualdade social, garantindo, assim, o cumprimento da Constituição Cidadã.