Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
A existência de pequenos grupos detentores de uma grande parcela de riquezas é uma constante na história do homem. Essa desigualdade financeira histórica produz as denominadas classes sociais e uma segregação crescente entre elas. Essa divisão não apresenta benefícios para uma sociedade democrática como a brasileira, sendo necessário o seu fim.
É importante abordar primeiramente que, as diferenças entre classes não são exclusivas do século XXI. A era das monarquias serve como exemplo de uma sociedade claramente dividida e com a crença de que não bastava ter dinheiro, era necessário se diferenciar de quem não o tinha. Essa crença se enraizou e se tornou um hábito elitista, que hoje em dia, se manifesta na recusa em frequentar os mesmos espaços da cidade – públicos ou privados - como escolas, hospitais e locais de lazer.
A segregação é crescente e ocorre aos olhos de todos, porém, silenciosa, ela não chama atenção para seus males. A ausência de contato entre as diferentes realidades vividas por cada cidadão produz uma apatia - na classe economicamente privilegiada – em relação aos problemas enfrentados por quem não compartilha de sua realidade. Essa apatia é especialmente perigosa no Brasil, pois, sendo ele o 7º país mais desigual de acordo com a ONU, a população carente sofre, como é relatado na obra “Quarto de Despejo” de Carolina Maria de Jesus.
É evidente, portanto, que se a Constituição Federal assegura a igualdade de todos, o Estado está falhando em garantir, de maneira satisfatória, que isso ocorra, visto que a atual realidade brasileira é composta por 13,5 milhões de cidadãos na extrema pobreza. Cabe ao Ministério da Economia criar projetos para promover a ascensão social das classes mais baixas, realizando a ampliação e melhoria de programas de transferência de renda, como o bolsa família. O fim das diferenças entre as classe acarretará no fim da segregação que ela promove e a sociedade será, então, mais igualitária.