Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

No Brasil, a desigualdade social é uma problemática enraizada desde o Período Colonial, posto que a Casa Grande ostentava um padrão de vida superior quando comparado à realidade vivenciada pelos africanos escravizados. Nesse sentido, na atualidade, observa-se que os reflexos daquela época ainda perpetuam-se na sociedade, uma vez que o preconceito e a má distribuição de renda ocasionaram a segregação das classes. Desse modo deve-se analisar os impactos encontrados no país.

Convém ressaltar, a princípio, que a segregação social está intrinsecamente ligada ao preconceito. Nessa direção, muitos indivíduos integrantes da chamada “classe A” por terem privilégios advindos da aquisição financeira, carregam consigo o sentimento de superioridade frente à população pobre, o que os fazem criar um distanciamento social.

Com isso, cabe mencionar o pensamento do físico Albert Einstein, o qual diz ser mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito, tendo em vista a dificuldade em romper as aversões já enraizadas no ser humano.

Outrossim, a má distribuição de renda é outro fator que corrobora o afastamento das classes. Nessa perspectiva, a concentração de riqueza entre poucos indivíduos torna acelerado o processo de exclusão social, haja vista que por falta de recursos financeiros a população pobre não frequenta os mesmos lugares que a “classe A”. Contudo, de acordo com a Constituição Federativa Brasileira, todos os cidadãos possuem direitos iguais, mas, na prática, essa afirmativa está restritamente ligada aos portadores de bens financeiros.

Torna-se evidente, portanto, que a segregação de classes é um obstáculo a ser resolvido. Nesse contexto, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Economia, deve criar uma política de distribuição de renda, na qual seja feita a repartição da riqueza entre todos os cidadãos, por meio de transferência aquisitiva, a fim de abolir a concentração de renda e a segregação entre as classes. Ademais, cabe aos indivíduos entender que não há superioridade humana e que o preconceito é fruto da ignorância.