Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
A dinâmica de bens e capital consolidou-se no período compreendido no século XIX, durante a Revolução Industrial, por intermédio da exploração e potencialização da desigualdade social. Paralelamente, no contexto contemporâneo brasileiro, a sociedade ainda enfrenta problemas que assemelham-se aos da sociedade europeia, por meio da segregação das classes, consolidando-se pela falta de equidade social. Nesse sentido, torna-se necessário o debate acerca do empecilho com o fito de reverter tal quadro.
A princípio, convém ressaltar, que a circulação de produtos e desenvolvimento do capitalismo foram fundamentais para a formação da sociedade pós moderna. No entanto, tal perspectiva corrobora-se ao passo que a segregação de classes demonstra-se ser fruto de uma concentração de renda. Desse modo, conhecido por ser o pai do socialismo utópico, Saint-Simon considera que a economia planejada é uma forma de combater a injustiça social. Nesse contexto, a falta de investimentos em serviços públicos, como saúde, educação e transporte, leva à população um risco de adentrar em uma situação de desigualdade, pois tais investimentos são subsídios para uma mudança social.
Ademais, é mister destacar a manutenção da equidade, fundamental para que não exista ou agrave a segregação de classes. Entretanto, políticas públicas ainda são defasadas quanto a isso, pois visam apenas a igualdade e não o modo como as chances são expostas e fornecidas, como por exemplo, a geração de empregos para uma determinada função que exija uma qualificação adequada. Logo, trata-se não apenas de expor um caminho, mas de torná-lo acessível para qualquer classe social. Dessa maneira, a educação de qualidade é vista como um fator de agregação para a sociedade.
Depreende-se, portanto, a relevância de uma economia pautada em um planejamento afim de reduzir a concentração da desigualdade de renda. Assim, cade ao Estado em parceria com o Ministério da Economia, a criação de um conselho interno responsável pelo debate sobre a importância de boas políticas de base, como saúde e transporte e pelo direcionamento de capital, especialmente à educação, proporcionando formas e caminhos igualitários para a formação dos jovens brasileiros por meio da criação de novas escolas públicas e da expansão de vagas em universidades, com o intuito de amenizar a desigualdade e consequentemente a segregação de classes. Infere-se, por fim, com essas medidas, que a equidade seja alcançada e não seja mais uma realidade utópica, como pensava Simon.