Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

O distanciamento entre as camadas sociais no Brasil é nitidamente evidenciado pela diferença de poder aquisitivo entre esses setores. E a concentração de muito, nas mãos de poucos, é uma questão histórica no país, que longe de ser solucionada, verticaliza a organização social, demonstrando com clareza a segregação gerada pela desigualdade.

A historia da humanidade é a historia da luta de classes. Não há nada de inédito na segregação social, séculos atrás Roma já classificava os estrangeiros como bárbaros e menosprezava camponeses e escravos por exercerem trabalho braçal. Já o Brasil, de colonização e industrialização tardia, falhou miseravelmente ao tentar copiar o modelo de embelezamento parisiense, impelindo os mais pobres para o subúrbio na falha tentativa de melhorar a aparência do Rio de Janeiro. As consequências desse ato se perpetuaram com o tempo, e a grande favelização do Rio de Janeiro é a prova de que a pobreza e a desigualdade são históricas e desassistidas.

O século XXI, trouxe consigo o avanço quase desenfreado da Globalização e seus aliados, dentre eles a possibilidade da rápida e instantânea difusão de informações. Não obstante a isso, o grande apelo feito pela mídia ao exercício do consumo desenfreado, trouxe a tona, mais uma vez na história, a desigualdade gritante entre as classes - viver bem é o mesmo que consumir muito. Apesar disso, pela primeira vez na história, as classes mais baixas têm a oportunidade de se equiparar, mesmo que superficialmente, aos mais favorecidos, seja ao consumir produtos similares, frequentar os mesmos lugares ou consumir o mesmo conteúdo disseminado pela força da internet.

É essencial para uma sociedade moderna, a diversidade e a tolerância, em que ambos os lados se beneficiem. Para tal, é imprescindível que as instituições de ensino trabalhem em prol do fim do preconceito e do consumismo exacerbado. Da mesma forma que o Estado deve agir a favor dos mais abastados, oferecendo-lhes oportunidades e incentivos, além disso, promover práticas de maior convivência e empatia.