Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
A segregação social no Brasil é um cenário completamente comum em qualquer âmbito da nossa sociedade, desde shows, estádios, bares e até escolas. Com isso, devemos reconhecer quais os problemas que essa questão causa em nosso país e porque isso ocorre.
De início, já podemos citar o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira: “Todos são iguais perante a lei[…]”; e nesse assunto, podemos considerar que esse acordo não o ocorre em prática, pois com o exemplo das escolas, reconhecemos que há uma diferença muito grande na educação, em que nas públicas, as condições materiais e ambientais no geral são diferentes das escolas particulares, que com certeza possuem condições melhores. O que separa uma escola da outra é a condição social dos alunos, em que obviamente, quem tem maiores condições financeiras consequentemente tem melhores condições educacionais. Nesse aspecto, esses alunos de classe mais baixa, futuramente também sofrerão com a segregação social, já que a dificuldade em ingressar em uma faculdade será maior e a chance de obterem cargos de níveis mais elevados será menor.
Outra ferramenta de análise é que desde a Roma Antiga já se praticava a segregação social, com a divisão de áreas nas arenas, separando a classe mais pobre da classe mais rica, sendo que essa prática ocorre até hoje, na ocorrência de shows e em bares, com a presença do camarote, onde apenas quem tem melhores condições financeiras podem usufruir desse ambiente mais aprimorado. Isso acaba separando as pessoas de forma a classificá-las de acordo com suas condições financeiras, e se isso não ocorresse, poderia haver a oportunidade de interação entre elas, conhecendo e aprendendo a lidar com as diferenças sociais.
Mais um exemplo que podemos mencionar nesse tema é a questão da saúde, com a existência dos planos de saúde que se difere muito das instituições públicas. E mais uma vez podemos citar o artigo 5 º da Constituição Federal Brasileira, pois também cita o direito à saúde e à segurança para todos os cidadãos , o que com certeza ocorre em paralelo à segregação social. Dessa maneira, fica complicado as pessoas se importarem com a melhora da saúde pública no país, pois a empatia diminui devido as pessoas de melhores condições sociais não passarem por experiências em que as pessoas mais pobres passam.
Diante desse contexto, o mercado poderia acabar com essa “camarotização”, pelo menos de início, para conseguir reduzir parte dessa segregação social e o governo pode agir junto ao Ministério da Educação, com o aumento da disponibilidade de verbas para melhorar as condições das escolas públicas e dando mais oportunidades aos alunos com esses investimentos.