Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

A segregação de classes sociais está presente no Brasil desde o início de sua colonização. Logo,essa divisão além de distanciar mais ainda ricos e pobres,afasta da sociedade brasileira o alcance da igualdade de direitos garantidos pela Contituição Federal de 1988. Desse modo,podemos inferir que a camarotização de espaços públicos e a falta de escolarização das pessoas de algumas classes sociais, são fatores impulsionam o problema.

Primeiramente, cabe destacar que segundo o sociólogo Karl Marx, com o advento do capitalismo, a condição material dos indivíduos passou determinar os demais aspectos de sua vida, como a cultura, educação, status social e exclusão social. Logo,quem possui essa condição material,é privilegiado pela “camarotização” de espaços púbicos. Essa realidade, além de separar os ricos e pobres por meio de ambientes exclusivos, reforça o estigma que já existe a respeito da população mais pobre no Brasil.

Ademais, segundo um relatório levantado pela ONU,o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo,o que dificulta o acesso da população de baixa renda á uma educação de qualidade, requisito para que se tenha uma boa renda e para que se possa responder às demandas do mercado. Desse modo, podemos destacar a falta escolarização de algumas classes sociais,uma das principais causas da desigualdade de renda no país. Infelizmente, esse cenário corrobora para um processo de pobreza geracional em uma mesma família.

Portanto, para que mudanças ocorram, urge que o Ministério da Educação e Cultura promova uma reestruturação educacional, oferecendo amplo acesso á uma educação de qualidade e incentivando a iniciação científica, a fim de oferecer á toda população requisitos para adentrar ao mercado de trabalho e gerar renda.Ademais,cabe a sociedade se mobilizar, para ser mais politicamente ativa ,com o intuito de gerar harmonia e igualdade,no qual todos possam usufruir dos mesmos privilégios sem distinção de renda.