Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

Ao decorrer da Idade Moderna, foi possível observar a potencial divisão social entre a nobreza e os membros do terceiro estado, fato que se intensificou na contemporaneidade devido à inação governamental perante ao fenômeno da camarotização e a inércia populacional em relação à tal divisão. Logo, é de extrema importância ressaltar como a segregação de classes tornou-se uma problemática para o Brasil.

Inicialmente, torna-se primordial relatar a negligência estatal no que tange à camarotização - processo em que ocorre uma separação de realidades entre as classes, de acordo com seus respectivos poderes aquisitivos -, visto que não há investimento em locais públicos que podem ser frequentados por ambas esferas sociais. Desse modo, essa realidade de inação dos órgãos públicos transcende à ficção, como visualiza-se no filme ‘‘Uma Noite de Crime’’, cujo enredo retrata um contexto caótico, devido à ineficiência governamental, que se assemelha ao brasileiro no âmbito social. Assim, como consequência da contínua separação de classes, vislumbra-se a constante alienação das camadas ricas quanto às condições populares, o aumento da dificuldade de ocorrer certa mobilidade social e a perpetuação do sistema de segregação.

Ademais, a sociedade contribui com o cenário atual quando não se posiciona em relação à divisão entre as classes e os benefícios concedidos à parcela melhor estruturada. Dessa maneira, conforme o sociólogo Auguste Comte, é necessário ‘‘ver para prever, a fim de prover’’, ou seja, a nação deveria se conscientizar da realidade em que vive para prever as consequências da segregação e, dessa forma, se posicionaria acerca do problema e exigiria mudanças. Por conseguinte, caso a população seguisse o pensamento comtiano, o contraste social seria reduzido consideravelmente e a harmônia seria minimamente instaurada.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, a problemática da segregação social deve ser resolvida com urgência. Entretanto, para que isso ocorra a Secretaria Especial de Comunicação Social deve transmitir, por meio da criação de propagandas educativas veiculadas em folhetos dinâmicos, a mensagem de que a união da sociedade é essencial para o desenvolvimento, e é facilitadora da ascensão de camadas populares. Assim, a população, anteriormente alienada, terá conhecimento sobre o tema e, de forma conjunta com o governo, agirão corretamente em busca do equilíbrio.