Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

O Estado engloba todos os contrários (ricos e pobres, opressores e oprimidos). Seguindo uma lógica da fala de Carl Schmitt deduz-se a existência de uma segregação de classes sociais. Por consequência, a formação educacional dos considerados ricos difere dos de menor poder aquisitivo, exemplo: escolas públicas e particulares. Outrossim, o ambiente vivenciado diariamente pelos mais abonados distingue-se dos mais pobres, os dois cada vez mais não compartilhando os mesmos espaços. Portanto, é necessário que haja integração dos níveis sociais, a fim de promover conhecimento mútuo da realidade de cada um.

No ano atual de 2020 vive-se uma pandemia gerada pelo coronavírus, provocando crise econômica e principalmente atraso no calendário escolar. Diante disso, escolas e universidades recorrem ao ensino EAD (educação a distância), sendo o lado negativo a dificuldade de acesso por grande parte dos estudantes, uma vez que a maioria não tem acesso a internet e computadores. Em virtude disso, os mais bem assistidos são os de escolas particulares, haja vista que a minoria das escolas públicas estão dando assistência, gerando por falta de preparação  prejuízos futuros para esses estudantes , como no ENEM (Exame Nacional Do Ensino Médio), dificultando a entrada nas universidades.

Por conseguinte, a segregação das camadas sociais provoca um distanciamento espacial, exemplo disso são grandes metrópoles como São Paulo, sendo dividida em área nobre e periferias, cada classe tendo uma realidade de lazer, como em cinemas em que há salas “vips’’ cujo serviço prestado é melhor e salas comuns, com o intuito de separar por poder aquisitivo. Além disso, o preconceito ainda é muito pertinente pelos mais abastados, reforçando ainda mais a necessidade de lugares e serviços de qualidade superior ser destinados a eles, tendo como resultado a destruição da ideia de bem comum.

Portanto, é mister que o estado tome providências para superar o impasse do quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Justiça, por meio de verbas governamentais aumente a fiscalização sobre preços de atividades destinadas ao lazer, com o intuito de evitar aumentos abusivos, para que pessoas mais desfavorecidas possam compartilhar do mesmo espaço daqueles mais favorecidos, podendo ser um caminho para a diminuição da segregação de classes sociais. Outro ponto, seria que o Ministério da educação, em meio a pandemia que o mundo está vivendo, dê uma assistência melhor para o ensino público, fazendo levantamento de quantos alunos não tem acesso a internet e promover distribuição de livros que ajudem na construção intelectual do aluno, para que não tenha tanta desigualdade na concorrência a exemplo de vestibulares, somente assim poderemos caminhar para a  ideia de bem comum.