Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
A palavra “apartheid” significa separação, e esse foi o nome dado a uma política de segregação étnica oficializada na África do Sul, em 1948, no qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dessas pessoas. De maneira análoga ao ocorrido já abolido, observa-se que o Brasil também possui esse tipo de isolamento, porém, social. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a desigualdade pública e a segregação sócio espacial.
Em primeiro plano, vale ressaltar que tal desigualdade é explicita desde os direitos mais básicos de um cidadão. Como a precariedade do Sistema Público de saúde, a falta de saneamento básico em comunidades carentes, o deficit da educação pública. Estes eventos tem por consequência a “camarotização” de espaços, levando a diferença social a lugares e tratamentos distintos.
Conforme aponta Karl Marx, não é a consciência dos homens que determina seu ser, mas seu ser social que determina sua consciência, baseado em tal informação, é possível notar que a determinação social imposta ao indivíduo é capaz de exercer sobre ele um papel fundamental na formação de seu carácter como cidadão.
Portanto, os entraves elencados necessitam ser revertidos. O Governo Federal deve, através do Ministério da Educação, contratar mais profissionais e abrir mais hospitais, a fim de suprir a demanda e melhorar esse serviço. Além disso, através do Ministério da Cultura, ele também deve criar intervenções artísticas, abertas gratuitamente para todos os públicos, com artistas de todas as camadas sociais, com a intenção de alcançar uma miscigenação cultural. Dessa forma, a segregação social poderá deixar de fazer parte da realidade brasileira.