Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
“Na sociedade japonesa, a filha da empregada e a do chefe desta, frequentam a mesma escola pública”, assim disse uma “youtuber” com dupla nacionalidade brasileira e japonesa. O fenômeno retratado por esta foi o bem comum, onde serviços de matriz pública são vistos como instrumentos da população geral de um país, independentemente da classe social.
No Brasil, é claro que a situação é diferente. Na nação brasileira, o serviço público é ferramenta daqueles que não possuem condição monetária para usufruir de melhores alternativas. Este fato, evidencia a crescente desigualdade socioeconômica brasileira, na qual segrega diariamente, ainda mais, uma sociedade já fragmentada.
Segundo Michael Sandel, a incidência disto deve-se, em grande parte, a “camarotização” dos espaços, fator que promove a separação entre classes mais elevadas das carentes. Isto acontece pela divisão entre espaços que deve ser exercida pela condição monetária do indivíduo, dificultando assim, o confronto entre as classes que viria a promover um “choque de realidade”, que viria a gerar conhecimento de ambas as partes sobre as diferentes realidades existentes.
É sabido que essas desigualdades provêm, em sua maioria, desde o período da escravidão e segue enraizada na sociedade brasileira até os dias de hoje. A fim de conseguir a diminuição dos índices segregacionais brasileiros, políticas de inclusão social como o ENEM devem ser estudadas e adotadas. Estas promoveriam o sentimento de bem comum, pois possibilitam às diferentes classes sociais o direito ao ensino superior, sem distinção de classes, sendo assim um forte instrumento ao combate da segregação social no Brasil.