Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
No início do Período Republicano, o presidente Rodriguez Alves decidiu reformar a capital brasileira, na época,Rio de Janeiro, ou seja, deixa-lá com aspecto europeu, mas para isso foi necessário destruir dezenas de cortiços, nos quais grupos mais pobres viviam, com o fim dessas casas, esses grupos foram obrigados a morar em morros e áreas perigosas, e esse fato é apenas um exemplo de como já era a segregação social mesmo no início da República,e um século depois, essas diferenças persistem,como na Copa do Mundo de 2014, onde era possível ver estádios novos, limpos e higienizados contrastando com áreas marginais,as chamadas favelas ou seja, persiste a ineficácia do governo em tentar acabar com essa segregação econômica e social da população brasileira.
Além da diferença entre os espaços sociais de lazer, mesmo os gratuitos acabam sendo mais oferecidos à classes abastadas, o problema é ainda mais estrutural, já que a evasão escolar para trabalhar em serivços de pouca remuneração(39,7% segundo o IBGE) e a falta de saneamento básico(35,7% da população não possui) contribuem para o ciclo de pobreza que coloca essa classe em total exclusão da sociedade.
O Estado deve e precisa investir para solucionar essa situação, para que a população se torne mais igualitária, e com qualidade de vida digna, para isso, deveriam vir investimentos estatais administrados pelo Ministério da Cidadania em parceria com o Ministério da Saúde, que com o auxílio dos governos estaduais possam repassar verbas que contribuam para melhorias no saneamento básico, com o saneamento básico melhorando, a qualidade de vida melhora, e se a qualidade de vida melhora, a pessoa pode viver melhor, vivendo melhor, busca melhorar sua condição de empregabilidade, e aí entra outra iniciativa cabível ao Estado, por meio do Ministério da Educação, facilitar e oferecer cursos capacitantes que agregam na carreira dessas pessoas, contribuir para o retorno à escola, caso no passado tenham saído, e para jovens em idade escolar, e que estão em risco de precisarem sair da escola, contribuir com o processo de empregos por meio dos jovens aprendizes, desburocratizando o processo e garantindo que esse jovem possa iniciar uma carreira promissora melhorando sua qualidade de vida e a dos ao seu redor.
Por fim, é necessário ressaltar que não será um caminho fácil resolver a situação da segregação social no Brasil, uma vez que está atrelada à história desse país continental, porém, se apresenta como melhor solução contribuir para que as pessoas que estão em vulnerabilidade social possam sair desse quadro e prosseguirem com suas vidas, em dignidade intelectual e física.