Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso é necessário que todas as esferas sociais estejam em harmonia. Contudo, ao se observar a problemática da segregação das classes sociais no Brasil percebe-se que isso não ocorre. Logo, é imperioso análise desse imbróglio para, posteriormente, combatê-lo.
Inicialmente, cabe pontuar que, segundo o filósofo contemporâneo, Karl Mark, a história de toda humanidade é a história da luta de classes. Segundo o pensador, a Revolução Industrial implantou na sociedade um modo de produção explorador e desigual, que se opera até a hodiernidade. Tal fato, é perceptível, ao se analisar os dados do site “OXFAM Brasil”, em que relata serem necessário 19 anos para uma pessoa que recebe um salário mínimo juntar o equivalente a um mês de renda de um grupo dos 0,1% mais ricos do país. A partir da análise desse impasse, também é valido ressaltar que, no início do advento da Revolução, ouve o aumento do número de habitantes nas cidades, tendo como resultado, o surgimento das periferias. Dessa forma, a segregação social ficou notória, pois as pessoas detentoras de menos poder aquisitivo passaram a viver nessas regiões.Portanto,é preciso ser mitigado.
Ademais, é válido ressaltar que, nos dias atuais, emergiu o conceito de “camarotização” - designado à separação física de classes economicamente divergentes-, tornando-se comum, por exemplo, as “zonas” especiais em shows, festas e jogos de futebol, denominadas “áreas vips”. Nessas áreas, os serviços são diferenciados e, por conseguinte, os preços são mais elevados, o que torna mais restrito quem pode ou não frequentar. Ademais, outro ponto importante, é a “Industrial Cultural” de Theodoro Adorno, que exemplifica a função da industria capitalista em influenciar a sociedade a consumir demasiadamente, e, como resultado, a parcela detentora de maior poder aquisitivo, falseiam a ideia de superioridade às demais.Nesse ínterim, a análise dessa conjuntura, vai de encontro a um dos artigos da Constituição Federal, o qual indica a igualdade de todos, sem distinção. Contudo, fora dos papeis diverge do período atual, pois a “camarotização” se firma sobre a ideia de privilégios.Urge que medidas sejam tomadas.
Diante desse cenário, é fundamental que, medidas exequíveis sejam tomadas para combater a segregação das classes sociais no Brasil. Para isso, o Governo federal, por meio de verbas apreendidas de esquemas de corrupção, como a “Lava Jato”, destine um maior investimento em gastos sociais de qualidade em saúde, habitação, transporte público e, sobretudo, educação que é um dos pilares da mobilidade social, afim de solucionar esse impasse.Assim, o conceito de Durkheim será real.
- dando respaldo a intensificação do “apartheid” social.