Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

Na obra “Fluam minhas lágrimas, disse o policial”, o autor britânico, Philip K. Dick, expõe uma sociedade altamente estratificada. Analogamente, a segregação das classes sociais no Brasil faz-se presente no cotidiano dos cidadãos. Isso se deve a displicência estatal atrelada a normalização do “Apartheid social”. Logo, é de incumbência dos agentes necessários a resolução destes entraves.

Segundo o artigo 1º da Constituição Federal vigente, todo cidadão brasileiro tem direito a “dignidade da pessoa humana”, o qual as condições mínimas de vida devem ser cedidas. Entretanto, ao se ater em prover o ínfimo, o patrimônio público torna-se muito inferior ao privado. Sob este viés, o filósofo inglês, Thomas Hobbes,  escreve em sua obra “O leviatã” a necessidade de um Estado provedor de direitos, o qual evitaria conflitos sociais desnecessários. Diante ao exposto, é notória a atual dissociação destes conceitos, uma vez que as condições de vida são muito dispares.

Ademais, a separação constante de ambientes apropriados para cada classe é perceptível. Nesse sentido, a existência de camarotes, e outros meios de segregação se enquadram no “Apartheid social”, no qual os estratos sociais são separados em nichos diferentes, qualificando uma sociedade desigual. Tangente a isso, a filósofa alemã, Hannah Arendt descreve a “Banalidade do mal”, conceito que explica a normalização de atos hediondo, pois estes são presenciados com frequência. Á vista disso, urge a dissociação deste paradigma.

Infere-se, portanto, que há necessidade de findar a segregação de classes sociais. Para isso, o Ministério da Infraestrutura deve melhorar as condições de vida dos habitantes, através de investimentos massivos em áreas de sua atuação, visando desenvolvimento socioeconômico do país. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Economia, propiciar a alternativo privada a todos, por intermédio da adoção de renda básica universal, objetivando alçar um modo de produção mais igualitário. Assim, as estratificações sociais restringir-se-ão à obra de Huxley.